Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Caryothraustes canadensis(Linnaeus, 1766)Nome em Inglês
Yellow-green Grosbeak
Furriel-do-norte
O furriel-do-norte é um passeriforme da família Cardinalidae.
Também conhecido popularmente como canário-do-mato e furriel. Foi descrito por Lineu, que sugeriu como localidade tipo “Canadá”. O que foi considerado um equívoco e posteriormente corrigido para Caiena, na Guiana Francesa.
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) karuon = noz; e do (grego) thraustës = quebrador; e de cannadensis = referente ou originário do Canadá na América do Norte. ⇒ Quebrador de nozes do Canadá.
Características
Mede entre 15 e 18,5 centímetros de comprimento e pesa entre 31 e 36 gramas.
Apresenta na parte superior do corpo um amarelo-oliváceo e nas partes inferiores amarelo-brilhante. Não possui dimorfismo sexual. Apresenta uma conspícua máscara negra. O bico é bicolor, negro, com as porções da maxila superior e inferior mais próximas ao crânio, azul claro acinzentado; possui o tarso e os pés cinza. Vocaliza emitindo assobios curtos e pouco melodiosos, além de trinados (notas muito curtas seguidas umas das outras por um curto espaço de tempo).
ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
furriel-do-norte adulto
furriel-do-norte jovem
Subespécies
Possui quatro subespécies reconhecidas:
Caryothraustes canadensis canadensis (Linnaeus, 1766) - possui uma ampla distribuição geográfica e ocorre, no Brasil, no norte do Maranhão, toda a parte norte e leste do Pará, oeste do Rio Negro e baixo rio Madeira e Tapajós. Fora do Brasil ocorre nas Guianas, Venezuela e sudeste da Colômbia. Habita preferencialmente as matas de terra firme, onde pode ser considerado comum em algumas regiões da Amazônia.
Caryothraustes canadensis frontalis (Hellmayr, 1905) - é o táxon encontrado na Mata Atlântica acima do Rio São Francisco, região conhecida como Centro Pernambuco de Endemismo. Como diversos outros táxons endêmicos dessa região, está ameaçado de extinção. A perda de habitat é o principal fator de ameaça. Pode ser diagnosticado por apresentar uma faixa negra na fronte. Essa subespécie vem se tornando cada vez mais rara, além de possuir populações isoladas.
Caryothraustes canadensis brasiliensis (Cabanis, 1851) - é a subespécie que se distribui mais ao sul que as demais. Também habita a Mata Atlântica. Encontra-se na parte leste dos estados da Bahia e Minas Gerais, assim como no estado do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.
Caryothraustes canadensis simulans (Nelson, 1912) – ocorre no leste do Panamá, no Cerro Pirre na província de Darién. Esta espécie é menor que as demais medindo em média 15 centímetros de comprimento.
| Fotos das subespécies de Caryothraustes canadensis |
| (ssp. canadensis) | (ssp. frontalis) | (ssp. brasiliensis) | (ssp. simulans) |
(Caryothraustes canadensis canadensis) |
(Caryothraustes canadensis frontalis) |
(Caryothraustes canadensis brasiliensis) | |
Alimentação
Alimenta-se principalmente de frutos e sementes.
furriel-do-norte se alimentando
Reprodução
Hábitos
Forrageiam nas copas à procura de sementes e frutos, podendo estar em bandos mono-específicos, ou bandos mistos. Vocalizam intensamente durante o forrageio.
Bando de furriel-do-norte
Distribuição Geográfica

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.
del Hoyo, J.; et al., (2016). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
Gill, F. & Wright, M. - IOC World Bird List 2017. Birds of the World - Recommended English Names. Princeton University Press, Princeton, N.J., and Oxford, UK.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2017); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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